No. 10 - 10/05/00
No seu discurso em Fátima, o Papa João Paulo II dedicou algumas palavras ao Brasil. Ele pediu à Virgem Maria que "preserve a unidade de filhos e filhas do Brasil".
Entre os jornalistas brasileiros que divulgaram a mensagem, nenhum parece tê-a entendido. Alguns chegaram a dizer que só podia se tratar da divisão entre progressistas e conservadores na Igreja, já que "o Vaticano sempre fala de forma cifrada".
Ora, o mínimo que sabemos do misterioso e quase inescrutável Papa João Paulo II é que ele sabe mais de geopolítica do que jornalistas brasileiros, e certamente conhece melhor do que estes (que, afinal, vivem em outro mundo) os problemas que afligem as nações neste "novo milênio".
É preciso prestar muita atenção nessas palavras do Papa, porque ele se refere a um problema real que a imprensa insiste em não ver: o risco do fim da unidade nacional brasileira.
Os liberais não gostam de falar do assunto, porque são confusos o suficiente para achar que defender a nação é a mesma coisa que defender o Estado, e, como odeiam o Estado (no que têm toda a razão), acham que devem odiar a nação também. Aliás, quase todos eles gostariam mesmo é de ter nascido nos Estados Unidos e não vêem nenhum problema em que a ONU mande nos brasileiros, desde que continuem as privatizações e as flexibilizações da legislação trabalhista.
Os esquerdistas dizem defender a unidade nacional, mas é óbvio que ou estão mentindo ou não estão entendendo nada, porque são os maiores defensores dos movimentos mais divisivos que existem no país: o movimento dos sem terra e o movimento das "nações indígenas", além de favorecerem todas as causas globalistas, da affirmative action às leis ecológicas.
E, no meio desse tiroteio de cegos, cada vez mais partes do território nacional vão passando a controle estrangeiro, já havendo várias regiões da Amazônia onde brasileiros não podem entrar, ao mesmo tempo que a agricultura nacional é devastada pelo Governo e pelos "sem terra", e as nossas legislações vão sendo ditadas por organismos internacionais.
É, só resta mesmo rezar à Virgem Maria. Mas não contem com os homens de igreja para fazê-lo: eles estão mais ocupados contribuindo para as divisões e plantando sementes revolucionárias.
POLITICAGENS
Milton Santos, o sujeito atualmente incumbido, depois de muitos antecessores, de posar de "primeiro negro intelectual do Brasil", diz no Mais! que o problema do Brasil é que aqui não achamos feio ter "preconceito de cor", mas manifestá-lo.
Tirando o fato de que aqui muito poucos têm "preconceito de cor", eu diria que Milton Santos tem razão e que justamente por isso o problema do racismo no Brasil não existe.
Ora, racismo é, justamente, a manifestação do "preconceito de cor", não simplesmente o fato de alguém tê-lo. Porque, afinal de contas, se alguém tem preconceito de cor mas nunca o manifesta, ninguém nunca vai saber que ele tem, certo? Então, qual é o problema?
Ah, podem dizer, é um problema moral. Sim, mas é um problema entre o sujeito preconceituoso e sua própria consciência. Não é um problema da sociedade.
O problema, para a sociedade, começa a partir da manifestação desse preconceito, com suas conseqüências sociais nefastas - por exemplo, assassinatos por causa de cor, divisão das cidades em guetos raciais, políticas de preferências raciais. É justamente esse tipo de problema que não temos no Brasil, e é somente esse tipo de manifestação que a lei pode coibir.
Quando a lei resolve, por pressão de intelectuais e movimentos paranóicos, atacar não as manifestações do preconceito, mas o próprio preconceito, aí está se instalando a tirania, porque aí o Estado está controlando não ações externas, mas movimentos internos da mente. É daí que surgem coisas como a "operação guardanapo", de que já falei em coluna anterior, em que policiais ingleses vão disfarçados para os restaurantes monitorar as conversas nas mesas, para punir as conversas racistas.
Milton Santos não parece se dar conta de que está fazendo apologia do totalitarismo, e se imagina imbuído de belos ideais. Mas, como diria Groucho Marx, isso não melhora em nada sua situação - aliás, digo eu, só piora...
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Não simpatizo com essa história de endeusar os clérigos críticos do aborto só porque eram críticos do aborto. Opor-se ao aborto não é uma virtude moral dos clérigos - é uma de suas obrigações mais rasteiras. Para um cardeal, ser pro-life não é virtude; é obrigação.
Por isso, não vou fazer a elegia do cardeal O'Connor, ex-cardeal de Nova Iorque recém-falecido, só porque ele era contra o aborto. Não sei o suficiente a respeito de O'Connor nem para falar bem nem para falar mal dele, embora praticamente a unanimidade de seus amigos e críticos reconheçam nele um grande homem (vejam por exemplo, o belo artigo de Nat Hentoff e o muito significativo artigo de Lew Rockwell).
Apesar dessas ressalvas, é inegável que foi uma delícia ver o casal Clinton e o casal Gore na missa de sétimo dia pelo cardeal. Num determinado momento, o padre que estava discursando (esqueci-me do nome) disse que o cardeal deveria ser lembrado especialmente por sua "forte oposição ao assassinato de bebês", e, ao ouvir isso, a platéia inteira se levantou para aplaudir. Os Clinton e os Gore, campeões do assassinato de bebês por qualquer meio disponível, não sabiam o que fazer, e acabaram levantando, constrangidos e sem aplaudir.
Mais tarde, Hillary disse que só se levantou "em sinal de respeito", mas que isso não queria dizer que ela achasse que "o Governo deve ser pró-vida. Isso seria um grande erro." Hillary prefere, pelo visto, que o governo seja pró-morte...
DESINFORMATZIA
O noticiário internacional de nossos jornais levou a semana inteira se ocupando da tal "marcha de um milhão de mães" a favor do controle de armas. Acontece que, como mostra Mark Steyn, não foi marcha, não foi um milhão, e ser mães não era a principal característica das participantes - eram menos de cem mil e sua principal característica era a adesão ao governo Clinton e ao Partido Democrata.
Aliás, essa marcha foi um negócio tão ridículo (elogiado com grandiloqüente sentimentalismo por um editorial do "Globo") que até a Camille Paglia detestou.
E, quanto ao milhão, o único milhão nessa história são os milhões de bebês que gente desse tipo aborta por ano. Para verem como o número é absurdo, vejam a comparação que fez Lew Rockwell em seu site, com uma foto de passeata conservadora em que, alegou a polícia na época, participaram "apenas" 300 mil pessoas.
Aliás, falando em aborto, todo ano dezenas de milhares de pessoas marcham em Washington para protestar contra a fatídica decisão Roe vs. Wade, mas ninguém vai ver editorial em jornal brasileiro sobre isso - aliás, nem em jornal americano.
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O mesmo Mais! que tem o Milton Santos tem uma matéria sobre um livro que conta os bastidores do NY Times, jornal que gosta de dizer de si mesmo que é o mais influente do mundo, caracterização que a Folha repete com admiração bovina.
É capaz mesmo de o Times ser o jornal mais influente do mundo, mas não vejo nada de bom nisso, porque o jornal também é o maior campeão de campanhas esquerdistas do mundo.
Eu só não podia imaginar o papel que ele teve na ascensão de Fidel Castro, e na sua aceitação pela comunidade internacional.
Pois é justamente esse papel que Charles Morse revela em seu artigo "Fidel - Our Man in Havana", ao retratar os acordos entre o então correspondente do Times na Américana Latina e membros do Departamento de Estado americano para ajudar Fidel a depor Batista. Por incrível que pareça.
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Como se tudo já não estivesse ruim o suficiente na imprensa, ainda morre Elsie Lessa, uma das últimas colunistas de jornal a tratar a Língua Portuguesa com a deferência que ela merece, sem maltratá-la a cada duas linhas, como fazem seus ex-companheiros de O Globo.
Sua prosa poética, que nunca teve vergonha de ser feminina, nesses dias em que as mulheres querem ficar mais parecidas com os homens (e vice-versa), vai deixar saudades.
NA REDE
Falei semana passada no "Correio da Cidadania" e sua associação com o maior provedor do mundo, a American On Line. O "Correio" reúne, sob a direção de Plínio Arruda Sampaio, alguns dos maiores astros do esquerdismo nacional, como Milton Temer, José Dirceu e Frei Betto.
Mas, pelo visto, não está adiantando tanta estrela, nem associação com AOL: é muito barulho por nada, porque o site é um fracasso estrondoso.
Uma das evidências disso é o número de pessoas que votam nas pesquisas que o site promove (e que ficam no ar durante uma semana): em média, 60 pessoas. E a quantidade vem caindo. Das pesquisas com os números disponíveis, a que mais tinha votantes quando visitei o site dia 18/05 contabilizava 75 votos. Isso foi o máximo de pessoas.
Para se ter uma idéia comparativa, uma pesquisa idiota sobre mulheres do site do jornal O Dia, ficando no ar por apenas 11 horas, contabilizou 11.701 votos.
Estarão os internautas de saco cheio do blá-blá-blá esquerdista?
Podem dizer: você não pode falar nada, porque seu site não é propriamente um campeão de audiência. Pois vejam o seguinte: oindividuo.com tem muito mais do que 70 visitas por semana, mas não tem apoio de absolutamente ninguém, tem um esquema completamente amador, não tem nenhuma divulgação e não tem nenhuma estrela, nem direitista nem esquerdista. Se fosse para comparar com o "Correio", estaríamos ganhando de goleada.
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O mais impressionante no artigo de Anthony LoBaido sobre o plano da ONU para destruir a UNITA e tornar a vida insuportável para os anti-marxistas de Angola não é propriamente o fato de que as grandes potências ocidentais, depois de se servir da UNITA, vão esmagá-la impiedosamente. O que impressiona mesmo é o poder concentrado nas mãos da ONU.
Qualquer instituição capaz de elaborar e cumprir os planos que LoBaido descreve já é uma instituição com poderes quase sobrenaturais, já é um governo mundial de facto. E os ingênuos continuam imaginando que a história é a história das liberdades crescentes...
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Os militantes dos movimentos negros, que imaginam que tudo o de que precisam para melhorar as condições de vida dos negros é mais apoio estatal, deveriam ler o extraordinário artigo do economista negro americano Thomas Sowell sobre a sua própria infância e sua ascensão social.
Sowell mostra como, em sua vizinhança pobre, muitos outros negros subiram na vida com seu próprio esforço e sem aceitar qualquer tipo de ajuda estatal, e compara as condições de sua infância com as da mesma vizinhança hoje, quando os incentivos e políticas raciais do Governo aumentaram muito, concluindo que seria praticamente impossível que um jovem negro, hoje, mudasse de condições de vida como ele mudou.
A principal diferença, diz ele, está em que o colégio onde ele estudou não estava preocupado em "aumentar a auto-estima" dos alunos, ou em não ferir suas susceptibilidades, ou em baixar o nível de ensino para não prejudicar os alunos mais desleixados - e, por causa disso, ele pôde ser educado, e não fingir que estava sendo educado. Essa mensagem é reforçada por um artigo de Joseph Farah no qual ele transcreve uma prova de oitava série de mais de cem anos atrás.
Uma lição que, repito, muitos aqui no Brasil deveriam ouvir.
MUNDO ACADÊMICO
Tem gente que acha que a chamada "tirania do politicamente correto" é um exagero, ou uma brincadeira, ou uma moda passageira.
Não, meus caros: a coisa é séria, e está mais viva do que nunca, ao menos em sua pátria de origem, os Estados Unidos.
O último artigo de John Leo denuncia casos que, de tão absurdos, parecem piada, mas são de verdade. Alguns exemplos:
- Numa universidade, o anúncio de que haveria um "picnic" em homenagem a um jogador de beisebol causou furor entre os estudantes negros, porque alguém inventou que a palavra "picnic", em sua origem, se referia aos linchamentos de negros por brancos. Para nós, brasileiros, a falsidade disso é óbvia, porque por aqui nunca houve linchamento de pretos por brancos, mas mesmo assim nós usamos a mesma palavra.
Pois bem: a universidade mudou a palavra para "outing" - termo que indica tanto algo semelhante a um piquenique quanto a admissão de sua condição de gay por um gay. Foi a deixa para que a comunidade gay no campus protestasse imediatamente: agora, eram eles que estavam sendo ofendidos.
Um membro da hierarquia da universidade disse que não importa que as alegações sejam falsas, o importante é que alguém está se sentindo ofendido, e isso basta para que o termo tenha de ser retirado.
Resultado: o evento está sendo divulgado sem nenhum substantivo que lhe corresponda.
- Outro exemplo, mais bizarro ainda, é o de um aluno de 17 anos de uma "high school" em Nova Scotia, que pode vir a ser processado pela escola por freqüentá-la usando gel no cabelo e desodorante. Usar desodorante e gel viola a política anti-cheiros da escola, e ofendeu uma professora sensível a cheiros. O rapaz abdicou do gel, mas disse que abdicar do desodorante já era demais...
Outras histórias semelhantes no artigo de Leo.
SÉTIMA ARTE
O senador do PSDB José Roberto Arruda acaba de encaminhar à comissão de educação do senado um projeto sobre cinema. Os projetos de nossos políticos costumam trazer coisas absurdas e cretinas, mas até para esses padrões Arruda foi longe demais.
A primeira proposta é até razoável - dentro dos padrões mencionados, claro: obrigaria os cinemas a apresentar, pelo prazo de dez anos, um mínimo de 49 dias de filmes brasileiros. Nada muito terrível.
Mas vejam a segunda: as video-locadoras seriam obrigadas a que 15% de seu acervo fosse de obras brasileiras, com o percentual subindo para 30% nos últimos dois anos dos dez que deverá durar a lei.
E a terceira, a mais absurda: o Conselho de Comunicação Social, um desses conselhos burocráticos inúteis que ninguém sabe que existem e que já deveriam ter sido extintos há tempos, controlaria a importação de filmes estrangeiros e, no caso de considerar a exibição de determinado filme "não aconselhável", o responsável pela exibição pagaria um imposto adicional de 200% sobre o valor determinado para exibição.
No caso da segunda proposta, não parece ocorrer a Arruda, em nenhum momento, que a porcentagem de filmes nacionais não depende da vontade das videolocadoras, mas decorre de um fato muito simples e óbvio: são produzidos fora do Brasil muito mais filmes do que dentro do Brasil. A nossa produção cinematográfica é mínima, e não é suficiente para ocupar nem 5% de locadora nenhuma, quanto mais 15 ou 30%.
A terceira proposta daria a meia dúzia de burocratas inúteis o poder de controle sobre o que milhares de brasileiros vão assistir no cinema. O nome disso é tirania estatal.
Tudo isso é tão óbvio que, para não percebê-lo, só mesmo sendo o senador Arruda.
FÓTONS
"Os maiores fotógrafos sociais fazem parte da história da fotografia, mas não são seus protagonistas. Exceto quando atingem um nível estético em que seu 'engajamento' passa a segundo plano." - Hugo Estenssoro
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"A constância obsessiva com que expressões de repugnância física - asco e desejos de vômito - aparecem nos protestos das pessoas que me odeiam é para mim um motivo de lisonja e satisfação. Assinala que, diante dos meus escritos, essas criaturas se vêem privadas do dom de argumentar. Paralisada a sua inteligência pela obviedade do irrespondível, vem-lhes o impulso irrefreável de uma reação física. Já que lhes arranquei a língua, querem sair no braço." - Olavo de Carvalho
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"Desde a Revolução Francesa, o Estado tem tido o propósito de substituir a Igreja como árbitro do certo e do errado na vida privada e cívica. Mas com guerras, extorsões, abusos, e sua selvagem intrusão no gerenciamento de nossas vidas econômica e privada, o Estado desmoralizou toda autoridade moral que antes clamou ter." - Llewellyn Rockwell
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"O problema da ortodoxia esquerdista se agrava devido ao envolvimento do governo na educação, que tende a criar o que poderia ser chamado de 'consenso subsidiado'. Quando a 'ortodoxia predominante' é sustentada por dinheiro do contribuinte, tudo se torna muito mais grave. O herege se torna uma grave ameaça à renda e aos privilégios da casta ortodoxa subsidiada, que, naturalmente, tenta cortar a 'livre competição de idéias' que professa defender. Em suma, sua liberdade de expressão termina quando meu cheque do governo começa." - Joseph Sobran
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"Enquanto isso, os Sem Terra invadiram ministérios, repartições e autarquias improdutivas. No Rio de Janeiro, o MST invadiu o BNDES exigindo os mesmo direitos dos funcionários da estatal: cafezinho, almoço de 4 horas e receber sem trabalhar. Mas não adiantou nada: o movimento dos despossuídos invadiu a sede do banco na terça, quando o pessoal do BNDES já tinha emendado o feriado de segunda até sexta-feira. Os Sem Terra não sabiam que agora o poderoso e endinheirado banco de fomento resolveu direcionar seus vultuosos investimentos para o turismo, o lazer e os parques temáticos." - Agamenon Mendes Pedreira
OS IDIOTAS
"O ser humano nasce bissexual! E nos anos 70 não foi assim?!" - Astrid Fontenelle. Peraí: o ser humano já nasce assim, ou isso foi uma especialidade dos anos 70? Eis aí algo para estimular os cérebros dos leitores mais intelectualizados - estofo para pensamentos profundos!
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"Não faltará quem queira absolver os militares argentinos sob o argumento de que agiam movidos pelo que acreditavam ser certo, exatamente como já tentam fazer com os nazistas ou fazem com os genocidas hispânicos que desembarcavam neste continente no século XVI, para trazer a mensagem do Cristo Salvador, mas que, na verdade, na prática, andavam atrás do deus ouro, movidos por uma cobiça que tem muito em comum com o atual 'pensamento neoliberal'. " - Fritz Utzeri, que na ânsia de repetir o credo que o qualifica para o posto de idiota latino-americano, mistura alhos e bugalhos: nazistas e tiranos argentinos não têm absolutamente nada a ver com os conquistadores hispânicos. Os 'conquistadores' não cometeram genocídio: livraram os habitantes das américas de suas culturas intrinsecamente genocidas e os elevaram a um nível cultural superior. Aliás, é graças a eles, sr. Fritz, que o senhor pode ter se formado em medicina e pode escrever no Jornal do Brasil em favor dos direitos humanos - noção com a qual nenhuma tribo indígena jamais sonhou.
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"A regra é ser a História escrita pelos vencedores. Nem sempre. A cruzada anticomunista que os Estados Unidos patrocinaram na América Latina foi vitoriosa. As ditaduras militares apoiadas por Washington conseguiram dominar, pela tortura e pelo extermínio, os seus opositores, marxistas ou não. No entanto, passado o confronto da Guerra Fria, são os que lutaram contra as ditaduras que escrevem a história." - Márcio Moreira Alves, que não olhou bem o panorama político latino-americano. As esquerdas não perderam coisa nenhuma, Marcito. Numa briga, quem perde é quem cai primeiro - e as esquerdas estão aí, governando em tudo quanto é país, e, como o senhor mesmo diz, reescrevendo a história. A seu modo.
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"Gramsci - o eterno." - Leandro Konder. Esse foi o título da matéria de duas páginas inteiras que o "prof." Konder escreveu em O Globo de sábado passado. O termo usado é inacreditável, em se tratando do mais historicista dos intelectuais. Podemos concluir o seguinte: para o historicismo absoluto, tudo é histórico e passageiro, menos o próprio criador do historicismo absoluto. Gramsci deve existir num céu angélico, um mundo das idéias onde sua essência existe desde sempre e permanecerá incorrompida para sempre.
ARTIGO DA SEMANA
Responda rápido: qual foi a idéia mais nefasta que a humanidade já teve?
Se você respondeu "comunismo", vai entender por que o artigo da semana é "Mankind's most vicious idea", de Walter Williams, no WorldNetDaily.
Williams começa dizendo:
"O capitalismo sempre perde quando é comparada com as promessas do comunismo e do socialismo. Por quê? Porque você está comparando um sistema que existe na Terra com uma utopia. Mas se comparado a sistemas econômicos que realmente existem na Terra, o capitalismo ganha fácil.
"Vamos ignorar o fato de que nós que vivemos nos países capitalistas somos muito mais ricos do que nossos companheiros que vivem em países socialistas/comunistas. Em vez disso, vamos olhar para a vida e a morte. É seguro dizer que os países do lado comunista são os mais brutais no mundo. O que é pior é que os esquerdistas na América e em todos os outros lugares nunca criticam esses bárbaros. Vocês dizem, 'Explique-se, Williams.' Vamos examinar o assunto."
E ele continua, examinando os crimes dos diversos regimes de esquerda e a cara de pau dos intelectuais em acobertá-los.
Os casos mais interessantes, porque menos conhecidos, são os dos países africanos que ele cita com as cifras a seguir, ao comparar, através da dita "aritmética macabra" (que a esquerda tanto odeia porque expõe suas mentiras) o tratamento que a esquerda americana deu à África do Sul, "direitista", com o que deu aos países africanos marxistas:
"Os esquerdistas também deixaram soltos os regimes africanos assassinos. Entre 1934 e 1987, estimados 12.000 negros sul-africanos perderam suas vidas nas mãos do governo sul-africano. Esquerdistas brancos e negros condenaram enfaticamente a África do Sul. Mas há silêncio e elogios para os governos assassinos do norte. Ente 1966 e 1979, a Nigéria matou mais de 400.000 de seus cidadãos; entre 1975 e 1987, Moçambique matou 200.000; entre 1960 e 1987, Uganda matou 579.000; entre 1956 e 1987, o Sudão matou mais de um milhão. Desde 1960, mais de 2,2 milhões de negros africanos foram mortos por seus próprios governos. Mas para os esquerdistas brancos e negros da América [e dos demais países], são apenas os 12 mil negros mortos pelos brancos da África do Sul que importam."
É o velho sistema esquerdista de dois pesos, duas medidas...