O diabo vai ao cinema - V
Cartas dos leitores
Por Alvaro R. Velloso de Carvalho
Foram várias as mensagens recebidas a respeito da série de artigos que enfocava os filmes que mostravam o diabo. Fiz, abaixo, um apanhado de críticas, elogios e comentários interessantes que recebi. Só a uma das pessoas foi pedida autorização, mais por questões práticas do que por qualquer outra coisa. Se algum dos outros objeta à publicação de sua mensagem, sinta-se livre para me escrever e pedir sua exclusão da pequena lista abaixo.
Aproveito para divulgar os websites dos filmes analisados, bem como sites onde podem ser encontrados os roteiros de Seven e 8 mm, que em outubro serão reunidos num livro da editora americana Farmer & Farmer. Não encontrei os roteiros dos dois outros filmes na internet; se alguém encontrar, agradeceria o aviso.
Informo também que é possível baixar todos os artigos juntos, mais as cartas dos leitores, mais uma introdução, aqui, em PDF.
WEBSITES
Caráter
http://www.spe.sony.com/classics/character/main.html
O Advogado do diabo
http://www.wbmovies.com/DEVILS/
Se7en - os sete pecados capitais
http://members.aol.com/Seven7070/johndoe-newline.html
http://www.lontano.org/FMA/arkiv/seven.html (roteiro)
8 mm
http://www.eightmillimeter.com/
http://www.lontano.org/FMA/arkiv/eight-millimeter.html (roteiro)
CARTAS
Caráter
1. Lara Alvarenga
Para Alvaro de Carvalho:
Acho que você não entendeu o filme "Caráter", para mim, esse filme está justamente IRONIZANDO e CRITICANDO a idéia de que só a carreira a vaidade e o se aparecer seja importante, além disso eu vejo uma RELAÇÃO entre a antiga visão religiosa e a secura de pai e filho no filme caráter: ambas são caracterizadas pelo anti-hedonismo, anti-hedonismo especialmente parecido com o dos religiosos tradicionalistas dos quais vocês paradoxisalmente [sic] tanto gostam...
Resposta de Alvaro Velloso de Carvalho:
Evidentemente não se trata de ironia: o garoto é mostrado como um grande herói, o típico "self-made man", que vence a pobreza para conquistar um lugar ao sol no escritório de advocacia. Aquele filme é ridículo até não mais poder.
E que idiotice é essa de "antiga visão religiosa anti-hedonista"? Me parece que a senhora não sabe o que é hedonismo, nem o que é religião.
Vou tentar esclarecer um pouco as coisas:
Se com "anti-hedonismo" religoso, a senhora quer dizer que as religiões são a favor do trabalho, no mesmo estilo dos advogados do filme, isso é uma bela bobagem. O ócio sempre teve papel destacado no calendário da Igreja (falando de religião, não de protestantismo - claro que o calvinismo é apologista do trabalho, mas o calvinismo é pseudo-religião; eu me referia no artigo especificamente à religião católica); sempre foram destacados os dias de feriado, de festas; sempre se disse que o trabalho não podia ocupar a parte mais importante da vida, que há coisas mais importantes, etc. etc. etc.
Agora, se a senhora quer simplesmente dizer que as religiões são contra o sujeito que pensa que está na Terra exclusivamente para se divertir, que pode fazer o que quiser porque não precisa prestar contas a ninguém, bom aí a senhora tem toda a razão. São mesmo - até porque essa visão da vida é um bocado cretina, aliás, diria até, de uma estreiteza mental sem par. Mas não é esse o problema em questão no filme, muito menos no meu artigo a respeito do filme.
As visões que pus em contraste não foram a do sujeito que quer se divertir e o do outro que quer trabalhar, mas a do sujeito que quer ter o sucesso NESTE mundo - riqueza, prestígio, "caráter" (no sentido moralista que o filme atribui ao termo) - e o do outro que sabe que há coisas mais importantes com que se preocupar, e que o sucesso neste mundo nada vale se não significar o sucesso no outro mundo também - e mais, que freqüentemente o fracasso aos olhos deste mundo pode significar a conquista do outro.
Enfim, a contraposição é entre o materialismo que tudo encerra na existência terrestre e a visão "antiga", religiosa, que leva em conta a salvação da alma.
Se a senhora se der ao trabalho de examinar a obra de Goethe, vai ver que, no "Wilhelm Meister", tudo que importa para o personagem é se realizar na própria Terra - e acaba se tornando funcionário público, exatamente a mesma grande ambição da vida do próprio Goethe. Mas, no desenvolvimento posterior da própria visão de mundo, Goethe supera essa estreiteza mental maçônica, e na segunda parte do "Fausto", o decisivo é justamente a salvação do personagem.
Da mesma forma, o "Dom Quixote" só faz sentido se visto sob o ponto de vista da eternidade: embora fracassado neste mundo, sabemos que ele é bem sucedido porque, no fundo, é o único sujeito sensato ali, embora pareça louco aos olhos mundanos.
O que quis dizer no artigo é que "Caráter" deriva diretamente do "Wilhelm Meister", e não de "Quixote". E não só "Caráter", mas toda a multidão de livros de marketing, de como ser bem sucedido, de como fazer e acontecer, de como ser lindo e maravilhoso, etc..
Atenciosamente,
Alvaro R. Velloso de Carvalho
2. Guilherme Quandt (carta e resposta ao mesmo tempo):
>Não tenho o hábito de mandar correspondência eletrônica,
>nem o de escrever para publicações.
>Não sei se me dirijo ao senhor Álvaro de Carvalho,
>ou aos "senhores editores". Prefiro a opção primeira, e recomeço:
Tudo bem: o correio eletrônico foi feito para isso mesmo, e eu não mordo.
>1. 'A história vem em flashbacks sem linearidade', o senhor diz. A mim eles
>me pareceram bem ordenados, em ordem cronológica, mas isso é de menos.
A história vai se desenvolvendo à medida que o rapaz a conta aos policiais que o interrogam, e vai mostrando certos aspectos aos poucos, ora pondo em relevância certos pontos, ora outros; não há linearidade total, inclusive porque a mesma cena é mostrada duas vezes sob dois pontos de vista diferentes - o que já é mais do que bastante para caracterizar uma narrativa como "sem linearidade".
>2. Eu pensei, quando vi o filme, que o fato de não se mencionar o nome de
>Deus fosse uma crítica do filho à mãe, e não uma advertência.
Como assim? Você quer dizer que ele a criticava pelo fato de não falar em Deus? Essa interpretação só faria sentido se ele fosse minimamente religioso, mas não se vê o rapaz mencionar Deus em momento nenhum. É uma crítica, mas uma crítica no sentido de que não se deve mencionar a Deus, de que Deus não tem nada a ver com a história, e ele fez tudo por conta própria.
>3. Não vi 'iniciação espiritual' nenhuma em seguir a advocacia. Entendi que
>o moço, cosmopolita por vocação - praticava o inglês sozinho ainda pequeno
>-, sentira que ali podia conseguir mostrar algum valor à mãe, ela sim
>materialista e orgulhosa: só é carinhosa com o filho quando lhe diz o menino
>que não precisam do pai, e não gosta, se me lembro, de sustentá-lo.
Ora, os olhos do rapaz brilham quando ele entra no escritório! Claro que é uma forma de ele se livrar da mãe, e se sustentar por conta própria, mas não se pode negar que ele sente um orgulho enorme de entrar ali, sente que agora pode passar a fazer parte da "elite" - inclusive porque seu pai também é advogado.
>4. O menino adorava os livros antes de saber que faria dinheiro com eles.
>Seu amor ao conhecimento não tem relação com dinheiro, e o mesmo dinheiro só
>lhe interessa como símbolo de sua independência do pai.
Amor ao conhecimento é muito diferente de amor por uma enciclopédia. O "conhecimento" enciclopédico é, por definição, pouco profundo, superficial. É um conhecimento quantitativo, sem o guiamento axiológico indispensável para qualquer conhecimento verdadeiro. Mais tarde, ele se aplica a conhecer coisas, no intuito de (1)passar no concurso e (2)virar advogado. Por isso escrevi que o conhecimento, no filme, é sempre superficial E instrumental - o que não quer dizer que o conhecimento de que o garoto gostava fosse instrumental desde o começo, porque havia o outro adjetivo: superficial. E a marca do ciclo moderno é a adoração ao conhecimento superficial e quantitativo.
>5. O pai não é igual ao filho; aliás, o pai não é sequer igual ao pai, ou
>seja, não se comporta de forma linear e previsível, a que se possa dar um
>adjetivo que diga tudo - legalista. Por que ele (o pai) quer tanto casar-se
>com antiga empregada? E aqueles sonhos, que querem dizer? Não em dinheiro, eu acredito.
É evidente que, no espaço de um artigo, eu não me propunha a tratar todas as nuances psicológicas e todos os detalhes de todos os personagens. Nenhum deles é o diabo encarnado, nem o autor do filme é tão idiota a ponto de fazer personagens unidimensionais: claro que todos eles têm traços psicológicos complexos, e apresentam outros aspectos além dos que abordei.
Mas, como meu interesse era tratar do panorama espiritual do filme, não podia descer a minúcias. E, no caso do pai, embora ele tenha momentos de ternura, o que prevalece é um legalismo duro e impiedoso; esse é seu caráter principal.
(Quanto a ele querer se casar, isso me lembra o Javert, de "Les Misérables", que era tão legalista a ponto de, ao achar que denunciou erradamente o prefeito que julgava ser Jean Valjean, pede que este o puna, a fim de se adequar às leis - mais tarde Javert descobriria que estava certo, mas não é esso o caso agora. Aliás, as semelhanças entre Javert e o pai em "Caráter" são enormes).
>6. Voltando ao filho, seu mentor é um amigo verdadeiro. Não é só a utilidade
>de um ao outro que lhes interessa.
Vale o mesmo que disse acima: não falei que nenhum dos personagens fosse o diabo encarnado, nem que a vida deles se reduzisse INTEIRAMENTE à utilidade. Tal coisa nem seria possível. O outro rapaz é um amigo verdadeiro, e a afeição que ele sente pelo advogado que o introduziu no escritório também é verdadeira, mas não são esses o traços principais do personagem.
>7. O moço não desiste da tal secretária de um momento para o outro. Ele a vê
>com outro, e pessoas mal-tratadas como fora o rapaz sentem-se rejeitados
>mais rapidamente do que outros, mais rapidamente do que deveriam. E eu não
>tenho um olhar muito bom, mas não vi na cara do moço, encontrando no parque
>a garota, o sentimento de plena justificação de suas escolhas.
Sim, mas ele nem mesmo vai falar com ela. Não faz nada, é incapaz de se abrir. Prefere esconder qualquer tipo de sentimento, e acaba magoando-a sem saber.
E não se trata de plena justificação das escolhas, mas é certamente um olhar de "escolhi o mal menor", "valeu a pena", ou coisa assim
>8. Enfim, pensei ter visto um filme sobre as perdas e danos por que passam
>as pessoas tentando afirmar sua própria segurança, capacidade, e
>autodeterminação - seu "Caráter". O senhor viu outra coisa: o Diabo, ou seu
>espírito. É, para dizer o menos, bem estranho.
Bom, aí é que está: vimos o mesmo filme, mas sob perspectivas diferentes. Não há absolutamente nada de estranho nisso. Isso é plenamente possível em qualquer obra de arte. A abordagem que fiz do filme levava em consideração, justamente, a atmosfera espiritual da obra - que é, precisamente, anti-espiritual. Não quero dizer que esse seja o assunto do filme. Claro que não é, mas não era do assunto que eu estava tratando. Estava tratando da amplitude de visão do diretor, da mentalidade estreita que ele revela, e de como o filme é significativo exemplo da arte de inspiração maçônica produzida nos tempos modernos (daí o paralelo com o "Dom Quixote"). Quis mostrar apenas que a tábua de valores sobre a qual se apóia o filme é pobre e horizontalizada.
Não explicitei os critérios de análise porque achei que estivessem bem claros. Cheguei a escrever uma introdução a respeito, mas não a publiquei, porque não vi necessidade. Mas estou vendo que não estavam tão claros assim. Depois de publicados os quatro artigos prometidos sobre cinema, vou reuni-los e colocar a tal introdução. Talvez aí as coisas fiquem mais claras, e você ache menos estranha a minha visão do filme.
Atenciosamente,
Alvaro R. Velloso de Carvalho
O Advogado do Diabo
Werner Nabiça Coelho
Belém, 24 de maio de 1999.
Excelentes artigos.
No único livro de metafísica jurídica que já li, cujo título é "Direito, o mito", o autor, Juiz criminalista cujo nome não me recordo, diz com todas as palavras que o reino deste mundo, inaugurado com a desobediência de Adão e Eva é o reino de satã, o reino de conflito, e, que com Cristo e sua lei, o amor, ficaria sem razão a profissão dos jurisconsultos.
Entretanto, tendo sido edificado o Estado Moderno sobre as colunas do "Corpus Juris Civilis", o que nas palavras do historiador português Mario Domingues resultou na criação do "Estado Cesarista", sou de opinião que mais vale obedecer o ensinamento a Deus o que é Deus e a César o que é de César, pois metafisicamente o mal é somente uma imperfeição, não existindo o mal absoluto.
É compadres, nessas horas é que podemos pensar no Espírito Santo a nos guiar por esta imensa Casa Verde onde todos almejam ser alienistas.
Estou ansioso para saber quais os outros filmes a serem comentados.
Abraços.
WERNER
Se7en
Gercione Lima
Brilhante o seu artigo comentando o filme SEVEN- Os sete pecados capitais! Gostei principalmente dessa parte:
"O diabo, com efeito, é aquele que, primeiro, nos convence de que não há juiz para nossos atos – portanto, podemos fazer o que quisermos – e depois, aproveitando-se de nossa ingenuidade, nos acusa da forma mais impiedosa. Acusa-nos até do que não fizemos. É só parar para reparar que a sociedade moderna, justamente aquela que aboliu a religião e aboliu a idéia de Deus, é a que carrega a maior consciência de culpa, o que dá ensejo ao surgimento de inúmeros grupos prontos a explorar essas consciências cheias de culpa sem nem saber bem por quê.
Daí o surgimento das teorias de "culpas coletivas", como aqueles que culpam todos os alemães pelo Holocausto, ou mesmo toda a humanidade, aqueles que querem que todos nós nos sintamos culpados até hoje por tudo que nossos antepassados fizeram de errado no passado. Surgem teses como a da "reparação", que os negros se acham no direito de exigir dos brancos como indenização pela escravidão – e assim por diante.
Ora, qualquer lei moral sempre defendeu que o sujeito só é responsável pelos próprios atos, que a mim cabe a culpa pelos meus próprios atos, e não pelos atos de outra pessoa. Também sempre se soube que o indivíduo é o agente moral, não a sociedade inteira."
Você falou com muita propriedade sobre uma das coisas que mais causa decepção e raiva nos Católicos Tradicionais, ou seja; essa mania do Papa sair pedindo perdão a torto e a direito pelos "pecados dos filhos da Igreja". Give us a break!!! Por que ele não pede perdão pelos seus próprios pecados? E no confessionário de preferência, pois essa mania de vir a público pedir perdão, tocando a trombeta da falsa humildade é coisa de protestante. Continue assim, sempre franco e direto em suas colocações, pois pelo visto a Igreja no Brasil está parecendo cada dia mais com aquele reino do conto "The Emperor's new clothes".
Um abraço!
Gercione
Geral
1. Ivany dos Santos Ferreira
Acompanhei com muito interesse sua série de críticas de cinema.
Você poderia analisar outros filmes que também tiveram repercussão, ainda que escapassem um pouco desta proposta.
Sugiro Matrix, por exemplo, até porque supostamente inspirou os meninos de Columbine.
Justamente por curiosidade fui assistir o filme. Realmente, há uma grande estetização da violência (a cena do morticínio é apresentada de modo muito atraente, inclusive pela trilha sonora).
Há alguns sites na Internet tratando o filme como um cult, inclusive supondo pontos de contato com o Budismo (vida como ilusão) e o próprio Cristianismo (espera de um redentor). Um exame atento pode revelar seu aspecto de paródia ou inversão, pois o "Salvador" somente se torna herói porque foi enganado a respeito de si mesmo pelo Oráculo que consultou. Um oráculo que mente(!), e um Messias que só cumpre seu papel porque não sabe quem é...
De resto, aquela conversa toda de que só um pequeno grupo é iluminado, e sabe a verdade, lembra muito Gurdjeff, e a visão de todos os "outros" como inimigos - agentes da ilusão - é um convite à paranóia...
Aí fica a sugestão.
Atenciosamente,
Ivany
2. Jorge de Souza Dantas
Prezado Alvaro,
Então...pronto, você já leu o elogio. Agora é soh não se envaidecer, que é um dos "sete" e dos mais graves..:-)
Perdoe brincar com quem conheço praticamente nada.
Realmente gostei muito de seus artigos, e já os comecei a divulgar um pouco : dei uma copia de cada ao jovem que me locou uns filmes e ele disse que gostou e vai dar a outros.
Sou professor do Instituto de Cultura Religiosa "Lumen Christi", e no próximo semestre vou lecionar Teologia II, ou seja, Antropologia Teológica. Estou pensando em começar com a exibição de alguns filmes. Já pensava nisto quando li seus artigos. Gosto muito de cinema e vejo que geralmente os jovens que assistem certos filmes têm uma busca de profundidade que não encontram nos ambiente eclesiais. Os filmes "religiosos" são uma tentação contra a Fé...:) Estes feitos por estas instituições carismáticas, ah..meu Deus...
Então pegar uns filmes pérfidos, feitos por "filhos das trevas" com uma competência enorme e fazer deles um comentário profundo é um sonho que tenho. Já falei em fazer um retiro de carnaval com uns filmes destes. Mas é preciso muita cautela.
Mesmo a exibição em classe, como alguns deles têm muitas ou algumas cenas de muita eroticidade, a questão fica delicada.
Mas enquanto isto um colega professor da Teologia da Libertação exibiu " Rainha Margot", já se vê com que intenções e comentários, e o filme tem cenas fortíssimas. Vamos ver.
De qualquer modo, não tendo você nada em contrario, seus artigos entre meus alunos e talvez depois da exibição dos filmes. Enviei um deles para as listas católicas nas quais escrevo ( Católicos, Tradição Católica, Mundo Católico) Ainda não vi "Caráter", mas já o localizei na tal locadora.
Um abraço,
Em Cristo,
Jorge Dantas
3. Denise de Maria Mouro
Álvaro
Gostei de seus textos em relação aos filmes.
Não li todos, por enquanto. Mas vi os filmes e concordo em parte com você.
No filme do advogado do diabo , uma das cenas que me pareceu interessante quando o diabo leva o advogado no mais alto edifício de NY, e oferece as três tentações, nas quais Cristo venceu e claro o advogado foi seduzido.
No artigo da vida e Bela, a questão da humildade e algo que acaba gerando conflito , em determinado momento de nossas vidas quando , vc opta por uma vida simples , acreditando que o Pai cuida das aves do céus, e das flores no campo ....mas o dia dia te cobra cada vez mais empenho , sucesso, ...
E vc descreveu maravilhosamente , a frustração que acabamos nos metendo quando não conseguimos ver claramente , que a Vida e Bela, pelo elo com o eterno e o sentido maior que damos....
Obrigada pelos artigos. Nos fazem parar e resgatar , "pérolas "escondidas que um dia o Senhor nos presenteou e a poeira da estrada as escondeu...
Um abraço
Denise