A negra noite da consciência
Como é sabido, este jornal se tornou público com uma polêmica envolvendo a PUC-Rio. No dia 28 de novembro, o jornal O Globo publicou o endereço de nosso site. As mensagens abaixo são algumas das que chegaram nesse e no dia seguinte, com apoio ao jornal na polêmica contra a universidade totalitária.
O artigo A Negra Noite da Consciência pode ser encontrado aqui; e o relato da polêmica pode ser encontrado aqui.
PUC-Racismo - Dario Souza
PARABÉNS - Fernanda Rocha
Viva o indivíduo, viva o pensamento individual! - Luiz Márcio
O Indivíduo - Sabino Camargo
Repercussão! - Daniel Mesquita
Negros - Fábio Andrade
Mensagem de apoio ao jornal - Um ex-aluno
NOITE NEGRA - Marcos Ivanowski
Recado para o Sette - Caitlin Mulholland
"A Negra Noite da Consciência" - Monstro do Pântano e Indiana Joana
Ânimo! - Leonardo Jordão
Cuidado... - Bernardo Toledo
Jornal - Sandro Vaia
Inquisição - Janer Cristaldo
Coraggio ! - João Guilherme Quental
Hortal - Olavo de Carvalho
Racismo - Ronaldo Castro
A negra noite da consciência - Affonso Loyola
Reportagem... - Indiana Joana
O Indivíduo - Carlos Ramalhete
Consciência - Pedro Ivo Seixas
Mix - Eloi Lacerda Gertel
A negra noite da consciência - Miguel Henrique Barrozo do Amaral Baynes Young
Aplausos para "A Negra Noite da Consciência" - Ana Maria Rolim
De leve - Marcelo Soares
Mantenham o bom trabalho - R. Lee
O meu incondicional apoio!!! - Flávio Augusto Picchi
Polêmica - Luiz Mott
Homossexualidade - Luiz Mott
Visita a Porto Alegre - Santiago Gottschall
Mente Humana... - Renato Sacramento
Artigo "A negra noite da consciência" - José Roberto Barreto
Breve relato de um atentado à inteligência - José Roberto Barreto
28/11/97
Caros jornalistas do "O Indivíduo"
Não vi nada demais nos artigos que vocês escreveram. A realidade de Canudos foi muito bem exposta e a "Semana da Raça Negra" muito bem analisada.
O reitor da PUC deve reprimir os alunos que agrediram os seus colegas e não os autores de análises muito bem feitas e baseadas em comentários emitidos por escritores da época do evento.
Parabéns pela coragem de vocês de não encorajar o racismo de certos grupos de negros que correm atrás de ídolos e feriados que sío deixam evidente um racismo deles próprios ou então interesses políticos e eleitoreiros. É bom lembrar que o Brasil hoje tem uma população de negros e mulatos muito superior ao número total dos indivíduos de todas as outras raças.
Mobilizar de alguma forma esta enorme massa humana de negros e mulatos, pode eleger muitos políticos irresponsáveis que só estão correndo atrás dos gordos salários, vantagens e conchavos desta categoria profissional, que é tão carente de patriotismo.
O patriotismo, na minha opinião é a única coisa que falta a quase todos os brasileiros e que faria deste país o maior e melhor do mundo sem a menor sombra de dúvida. Com este sentimento presente na alma de cada brasileiro, junto viria a responsabilidade, a honestidade, e outras qualidades necessárias a se criar uma grande nação.
Abraços
Dario Souza
27/11/97
Parabenizo-os pela publicacao do jornal O Individuo, lamentando que o mesmo so tenha chegado ao meu conhecimento devido aos incidentes ocorridos dentro do campus da PUC.
Espero que voces mantenham este jornal na internet, ja que aqui ninguem podera rasga-los ou depreda-los.
Ou faltou inteligencia ou sobrou malicia naqueles que insuflaram este movimento brutal de ataque a uma opiniao. Falta muito nesta nossa sociedade, nem digo pais, para que se entenda exatamente o que eh democracia.
Tenho militado nos ultimos anos pelas causas dos partidos de esquerda, cheguei a fazer campanha para o Brizola em 82 e, depois de me arrenpender, fui cair nos bracos do PT, achando que ali sim havia democracia, ou seja, respeitariam o individuo. E O Individuo eh justamente o nome do jornal de voces, perfeito, pois ca com meus botoes eu sempre achei que poderia dar minha opiniao de acordo com meus conhecimentos culturais. Qual o que (plagiando Chico Buarque), hoje mais tenho me calado e concordado com as massas, para nao ser atropelado e escalpelado por elas, pois estes grupos cooptam sua opiniao usando os mais diversos artificios.
Pratiquei a fundo minha militancia politica, mas de ouvidos e olhos bem abertos, aceitando opinioes contrarias a minha, lembro do episodio da eleicao do Collor, que diziamos que ele sairia do pais preso, porque era ladrao, o que praticamente acabou acontecendo, mas mesmo assim observei os motivos pelo qual as pessoas optavam por votar nele e nao no Lula.
Nestas ocasioes aconteceram, por exemplo, quase apedrejamentos de artistas, que resolveram apoiar a candidatura Collor, numa situacao semelhante ao que se passou com voces agora.
Acho que voces sairao fortalecidos, e torco para que a opiniao individual tenha o direito de, no minimo, ser dita.
Estes movimentos negros tem um grande pano de fundo eleitoreiro, e muitos negros sabem disso. Os partidos de esquerda se aproveitam muito das minorias, usando taticas de promocao destes grupos, como se assim eles desejassem.
Bem, vou parar por aqui. Boa Sorte a todos
Fernando Rocha
Viva o indivíduo, viva o pensamento individual!
27/11/97
Olá!
Li alguns artigos e o dito "racista"...
Achei o jornal e sua prosposta geniais perante a coletividade fashion.
Não concordo com algumas idéias, afinal sou um indivíduo! (graças a deus)
Mas o rótulo racista é burro...
Sejam inteligentes e não percam a razão. (eu já teria perdido)
Assim poderão continuar com seu intento.
Parabéns pela iniciativa!
Força para continuarem!
Viva o indivíduo, viva o pensamento individual!
Luiz Márcio
27/11/97
Não li os editoriais do Indívduo que deram margem à polêmica, da qual tomei conhecimento pelos jornais. Por isto não posso opinar sobre eles. Mas, mais importante do que qualquer opinião particular expressada nos editoriais, é o conteúdo desta Carta Aberta. Este, sim, é da maior relevância, pelo menos para mim, e com ele estou de pleno acordo. Tudo isto que se prega por aí a fora sobre democracia, direitos de minorias, ética , etc. etc. só tem sentido quando há o respeito pelo próximo, o respeito pelo ser humano no mais íntimo de sua personalidade. O resto é conversa de literato.
Sabino Camargo.
27/11/97
Gostaria de parabeniza-los por esta preciosa peca que vcs desevolveram.
Tb sou aluno da PUC, e gostaria de expressar a minha solidariedade frentes aos acontecimentos ocorridos.
Queria lembrar tb que faco parte de uma massa que apoia e considera os seus escritos, e que por receio, nao se manifesta.
Quero tb aproveitar para repudiar todo e qualquer movimento corporativista por parte da Universidade, que nao faz nada alem de afirmar os seus escritos a partir do momento em que humilhantemente se da ao trabalho de mandar para residencia de todos os estudantes uma carta com explicacoes do acontecimento, como se estivessem certos, e devessem explicacoes, repudiando toda e qualquer liberdade de expressao.
Este eh o primeiro jornal realmente verdadeiro, realista, o que faz doer na pele de muitos.
Estamos todos cansados de jornaizinhos baratos que so fazem dizer baboseiras, e que nao acrescentam nada a ninguem, so reforca o que vcs disseram: "que não faz nada além de assistir à enlatados norte-americanos na NET o dia inteiro."
Um abraco,
"Poucos sao os conscientes que, em meio a uma massa de troianos,
mantem a sua postura de bravos guerreiros"
Daniel Mesquita
27/11/97
Concordo plenamente quanto a reportagem do jornal O Indivíduo! Esta perseguição é de uma hipocrisia tamanha! Nào se abalem e mantenham a fé no que dizem! Sabemos todos, os mais esclarecidos, que é ótimo se fazer de v'tima. Revistas como Raça seriam muito perseguidas se falassem sobre os brancos, porém se é de negros serve para defender a raça! É um absurdo!
Como se tudo que viesse da raça negra fosse bom ou superior, nada disso. Vcs foram precisos quando disseram : devemos valorizar a cultura por ser boa e nào por ser negra!
Atenciosamente,
Fábio Andrade
27/11/97
Esta mensagem é uma mensagem particular e não quero que seja publicada, extensivamente ao meu nome, exijo o anonimato.
Parabéns pelo artigo "A NEGRA NOITE DA CONSCIÊNCIA". É um depoimento muito corajoso e verdadeiro que muitos percebem mas não podem expressar-se por causa da falta de cultura que pode ocasionar em má interpretação de quem avalia. Esta falta de cultura que também está presente em quem não consegue enchergar que o racismo não está presente em nenhuma linha do artigo e sim na cabeça suja de alguns PUCquianos, entre eles padres, historicamente reacionários, retrógrados (queimavam livros), assassinos (inquisição), elitistas (forma segregacionista) e alunos como ALGUNS da vila dos diretórios que com certeza apoiam o Grupo Planet Hamp mesmo sabendo que realmente fazem apologia a maconha e que isso é proibido por lei.
Por isso é que não se pode levar a sério gente que acha que o certo é aquilo que pensam. Sou ex-aluno, fazia parte de um dos diretórios e nunca, em lugar nenhum, encontrei tanta gente estúpida e incapaz de fazer qualquer tipo de análise mais profunda sobre qualquer assunto. Nem parecia que estávamos numa Universidade. Era incrível, e esse pessoal vai se perpetuando na Universidade... Por isso pessoas como essas não podem e não devem fazer parte de nossa lista de preocupação por que sabem fazer muito bem, barulho.
Devemos nos preocupar com quem é capaz de fazer críticas advindas do intelecto, do raciocínio livre de preconceitos e com bom censo, difícil de se encontrar hoje em dia, como vocês acabaram de experimentar.
Parabéns pelo jornal, e não deixem que esse trabalho seja interrompido por quem não tem dicernimento mental algum e passado sujo.
Não encontrei nenhuma manifestação racista no jornal. E a revista RAÇA, já leram? Vocês podem encontrar na banca em frente ao Banco Real no Pilotis da PUC. Façam uma analogia desta revista com o jornal de vocês.
Atenciosamente,
Um ex-aluno.
27/11/97
PARABENS !!!
QUANDO APRENDI SOBRE O "MAL NECESSÁRIO",
ENTENDI POR QUE SE COLOCA O NEGRO COMO INFERIOR E DEPOIS FAZEM CAMPANHAS COM GENTE SE DANDO AS MÃOS E OUTRAS COISAS, ME DÁ NOJO QUANDO VEJO UM FILME AMERICANO EM QUE VOCE CLARAMENTE A LEI AMERICANA ATUANDO(OBRIGAM UM NEGRO A SER UM HERÓI O CÚMPLICE DO HERÓI, NÃO É SÓ NEGRO O AMARELO, ETC)(PARA MOSTRA QUE LÁ NÃO TEM RACISMO OU QUE O MUNDO SERIA BOM SEM ISSO), DO MESMO JEIOTO QUE NA UNIVERDADE AMERICANA. NO BRASIL NÃO SABEMOS O QUE É RACISMO E TENTA DE TODO JEITO COPIAR TUDO QUE É AMERICANO, E HOJE UMA UNIVERSIDADE COMO A PUC, PRETENDE AGIR CONTRA A MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO (NEM RÚSSIA TEM MAIS ISSO).
ALIAS ACHO QUE VOCES DEFENDERAM O NEGRO BRASILEIRO, MOSTRANDO O QUE OS AMERICANOS FAZEM POR LÁ.
Marcos Ivanowski
27/11/97
No momento em que alguem taxa uma certa faixa da populacao de minoria considero que, a partir deste rotulo, ja esta se caracterizando um racismo as avessas. O ideal teorico seria a igualdade, e eh isto que buscam as tais minorias. Eh fundamental que exista esta igualdade em nossa sociedade, e esta so sera considerada no momento em que nao se facam mais distincoes entre o que eh a minoria e o que eh a maioria, ou melhor dizendo, a camada da populacao quem detem o "poder branco". Os tipos de manifestacao como o ocorrido na PUC (semana de consciencia negra) sao interessantes no sentido de debater o papel do negro na sociedade, e o racismo que ainda existe. Todos tem liberdade de se exprimir, e voce ha de concordar comigo.
Quando voce critica a acao afirmativa, a unica coisa que me resta a fazer eh aplaudir. Nao sou racista, na verdade sou casada com um negro. Mas me incomoda a maneira como se procura a tal igualdade. Nao e desta maneira que conseguiremos acabar com os problemas de racismo e exclusao social, mas atraves do ensino basico, que, se fosse de qualidade, poderia proporcionar condicoes para que qualquer um entrasse na universidaede em igualdade, atraves dos mesmos criterios. Ao meu ver, a acao afirmativa nao passa de racismo, puro e simples, no momento em que favorece uma determinada classe, que teima em se chamar de minoria. A situacao racial nao sera resolvida desta forma.
A igualdade que as minorias pregam eh na verdade uma exclusao da "maioria". Quando um negro usa uma camiseta escrita "im black and im proud" ele esta defendendo a sua condicao de minoria e buscando a igualdade. Mas se um branco usa uma camiseta com os dizeres "im white and im proud" seria colocado como um nazista, no minimo.
Caitlin Mulholland
"A Negra Noite da Consciência"
27/11/97
Oi,
Gostamos muito do texto "A Negra Noite da Consciência". Mais ainda pelo fato de termos sido uns dos poucos a entendê-lo!!! Acreditamos veemente que não se trata de um texto racista e sim ANTI-racista. Achamos que tudo que foi dito é realmente visível em nossa sociedade e só não enxerga que quer deixar as coisas como estão.
Esperamos que o incidente da PUC tenha um desfecho a favor dos que pensam!
Obrigado por sua atenção,
Monstro do Pântano & Indiana Joana
27/11/97
Caros Carvalho, Câmara, Biasi e Barros:
Embora não concorde com boa parte do que vocês escreveram (em
particular, não creio que a celebração de uma semana da
consciência negra mereça condenação tão sumária),
tenho de dizer que compartilho de algumas de suas inquietudes. O fenômeno
do Politicamente Correto de fato já chegou ao Brasil, e é difícil
imaginar como isto poderia ter sido evitado, dada a velocidade com que grassam
aqui as manias norte-americanas. Mas isto não quer dizer que os danos
deste novo irracionalismo não possam ser minimizados. Acredito que esta
é uma das suas principais motivações, o que sem dúvida
requer elogios, jamais cusparadas. Talvez vocês tenham sido tão
temerários quanto corajosos (além de um pouco desastrados, reconheçam).
Afinal de contas, o reitor de nossa universidade é um compenetradíssimo,
venerabilíssimo e magnífico clérigo católico, e
grande parte dos alunos poderia ser definida, sem muita injustiça, como
completos idiotas de esquerda. É bastante perigoso provocar tal combinação
de hipocrisia e ignorância. Pode valer a pena, porém. Permitam-me
alguns conselhos bem óbvios mas fundamentais: Mantenham a calma, não
deixem de mostrar disposição para o diálogo (ouçam
o adversário!), afiem os seus argumentos (o dever de casa de todo racionalista),
respondam à intolerância com a ironia mais picante, não
desprezem os serviços de um bom advogado. Enfim, não percam a
cabeça, mas também não a abaixem. Cuidem-se.
Saudações
Leonardo Jordão
(Aluno do mestrado de filosofia)
27/11/97
Prezados Autores,
Gostaria de parabenizá-los pela coragem e inteligência com que escreveram os textos e editaram o jornal "O Indivíduo". Tomei conhecimento da polêmica hoje pelo jornal "O Globo". Felizmente, a PUC ainda contém como alunos pessoas inteligentes, responsáveis e capazes de levantar discussões e questões polêmicas, promovendo o debate, a reflexão e o estudo. Digo "ainda" porque sei que a PUC congrega boa parte daqueles maus alunos que, durante anos de primeiro e segundo grau, ficavam matando aula, bebendo ou fumando maconha, repetindo séries e trocando de colégios.
O jornal que vocês estão publicando é excelente para promover o estudo, o debate e a inteligência em nós, jovens universitários cariocas, povo que acho que em sua grande maioria é irresponsável, fútil e filhos-de-papai. Muita gente aí da PUC nào quer nada com a vida: jogam no lixo o dinheiro dos pais com a faculdade, pois matam aula e não estudam; valorizam as aparências, a beleza e o corpo atlético, ao invés da inteligência, simpatia e soliedariedade; etc. Com o jornal que publicam, estão resgatando a consciência intelectual e os valores humanos da "juventude" - do jovem!
Vocês foram de maneira vergonhosa mal compreendidos no texto "A Negra Noite da Consciência": quem os atacou é, sem dúvida, integrante daquela maioria, ou seja, não estudou direito pela vida e não tem a capacidade mental de ler e entender o conteúdo do referido texto. É uma pena. O texto não é racista em hipótese alguma, mas sincero, lógico, e anti-racista!
Também sou contra as drogas e nào gosto de homossexuais: o problema é que, ao manifestarem publicamente essas opiniões, contidas no texto "Qu'est-ce que c'est 'Cambralha'?", vocês estão, principalmente no que se refere às drogas, arrumando confusão com muitos alunos da própria PUC! Vocês incomodaram gente que convive com vocês! Nessa, deram mole. Entretanto, concordo com o conteúdo dos dois textos, embora se estudasse na PUC, jamais assumiria sua autoria publicamente, pois boa parte da PUC, infelizmente, é burra e maconheira.
No próximo número, tomem cuidado com que publicarão, pois incomodar vizinhos nào é uma política boa. Vizinhos são pessoas, indivíduos que, às vezes, temos que tolerar e fazer de tudo para manter uma convivência amena, embora possamos detestar alguns deles. Em tempo, estou me formando esse ano pela UFRJ e estudei num dos melhores colégios do Rio, sendo excelente aluno.
Um grande abraço pra vocês e boa sorte com o desfecho dessa confusão.
Bernardo Toledo
27/11/97
Parabéns pelo jornal, rapaziada. Continuem lutando pela afirmação da consciência individual. Chega de rebanhos.
Sandro Vaia
jornalista
27/11/97
Salve, pessoal!
Viva o "Indivíduo", abaixo o Torquemada espanhol!!! Excelente o ensaio sobre a "consciência negra". Tenho repassado na Internet, na soc.culture.brazzil, os artigos de Olavo de Carvalho e o endereço de vocês. Acabo de ver o Pedro na televisão. A Globo foi sacana, tomou o partido do Inquisidor.
Penso que vocês já estabeleceram as bases para dar continuidade a uma publicação arejada, isenta de preconceitos e do abominável "Politicamente Correto". Contem com meu apoio.
Abraços e longa vida.
Janer Cristaldo
(escritor, jornalista, tradutor)
28/11/97
Bem, meus caros...
Admiro a coragem de vocês. Mas... sinceramente, o que de fato vocês esperavam? Talvez eu esteja me tornando um velho cínico (não descarto esta possibilidade). O que sei é que vcs detonaram uma bela bomba na PUC, a um custo pessoal um pouco caro...
De qualquer modo, estou por aqui. Qualquer coisa, é só chamar. Eu demoro a atender, mas algum dia atendo... Devo dizer também que não concordo com quase nada do que vcs escreveram, mas suponho que isso seja mais assunto para uma conversa de bar do que para as baboseiras pífias que ando lendo nos jornais. Além do mais, vcs não esperam concordância, certo ? Mas que se derrote a estupidez. Para mim, é o suficiente.
Forte abraço (especialmente para o Álvaro, de águas passadas gimkianas...)
João Guilherme Quental
28/11/97
Prezados amigos:
Acabo de enviar ao Pe. Jesus Hortal o seguinte e-mail:
Hortal:
Você é realmente o Freddy Krugger da educação brasileira. Os sustos que nos dá são tão perturbadores, tão inverossímeis, tão absurdos, que não os percebemos no mesmo instante. Lemos o que você diz e na hora nos parece inócuo. Só depois despertamos repentinamente para a absurdidade, perplexos e atordoados.
Primeiro você subscreve uma acusação de RACISMO, que é crime e dá cadeia. Ao fazê-lo, desperta contra os acusados uma onda de ódio e indignação tremenda - todo mundo exigindo para os bandidos os rigores da lei. Depois de uns dias você aparece com a cara mais bisonha do mundo e, sem retirar a acusação, diz que a conduta dos meninos "não foi muito grave" e que a PUC provavelmente não lhes imporá penalidade maior do que uma breve suspensão. Faça-me um favor! Ou a conduta é crime, e é gravissima, ou não é grave nem crime e você tem portanto A OBRIGAÇÃO MORAL ESTRITA de retirar seu vergonhoso endosso à acusação de racismo.
Das duas uma. Ou será que anos de prática de Exercícios de Santo Inácio só serviram para tornar você insensível às exigências da lógica elementar? Exercícios místicos, desacompanhados de um cultivo da humildade, são coisa perigosa para a alma. E humildade não é outra coisa, no fundo, senão reconhecer que as coisas são como são, por mais que isto doa ao nosso orgulho.
Não pense, Hortal, que falo duro com você por ser seu inimigo.
Ser amigo de alguém é sobretudo desejar a salvação
da sua alma - e se for preciso para isso fazê-lo enxergar as verdades
que mais teme, então é preciso fazê-lo sem o mínimo
"respeito humano", no sentido que o termo possui em teologia ascética.
Não sou seu diretor de consciência, mas sou professor de suas vítimas,
que também foram colocadas sob a sua guarda, e isto me dá o direito
de EXIGIR de você, no que se refere a elas, uma conduta mais digna da
sua condição de sacerdote. Não descansarei enquanto você
não reparar a injustiça, retirando publicamente as acusações
que fez a inocentes e que agora já reconheceu implicitamente terem sido
bastante levianas e apressadas.
Olavo de Carvalho
PS - Se os meninos são de fato racistas, por que ninguém tem a coragem de fazer contra eles uma queixa-crime? Por que todos falam, falam, falam, mas não ninguém se aventura a dar consistência de ato jurídico às próprias palavras? Será que não confiam na Justiça brasileira? Ou, ao contrário, não confiam no que dizem?
28/11/97
Caros Colegas
Parabens pela crítica em relação ao movimento negro.
Aqui em Recife presenciei e vivi alguns desses racismos "anti-racistas".
O Movimento Negro Unificado, no começo, pretendia criar um jornalzinho para o que ofereci meus préstimos. Fui escluido (não confessadamente) pois não era negro. Não se pode isso nem aquilo, não se pode participar desse ou daquele grupo musical ou bloco festivo por não ser negro...
Embora tenha amizade com alguns do movimento sou contra sua prática por princípios. Aliás, vários integrantes do próprio movimento não suportaram tanta besteira e presunção. Há líderes que se acham representantes ou quiça encarnações de zumbis e outros espíritos, pois apresentam uma empáfia um orgulho tão infantil quanto o de uma criança que acredita que seu pai é o super-homem.
Vocês disseram muito bem. Creio que devem ter lido a crítica de Olavo de Carvalho no livro "O Imbecil Coletivo": excelente!
Sinto por vocês pelas agressões cometidas pela horda de estudantes imbecilizados, guiados, creio eu, por um instinto revolucionário da idade das pedras.
Um grande abraço
Ronaldo Castro
28/11/97
Li o artigo "A NEGRA NOITE DA CONSCIÊNCIA" na Internet e venho por meio desta dar o meu apoio aos redatores do jornal "O Individuo".
Não achei em momento algum que texto tenha sido racista ou de alguma forma ofensor a alguém se não a nossa propria mentalidade deturpada sobre o assunto "racismo".
Acho um absurdo o que ocorreu com os alunos que escrevram a matéria
e muito mais absurda a atitude da PUC diante do ocorrido. O texto não
fala nada além da realidade! E alem de tudo, até onde eu sei,
a censura já acabou faz algum tempo. Portanto acho que qualquer ataque
(físico ou não) aos alunos bate de frente com direito de liberdade
de expressão.
Affonso Loyola
28/11/97
Ola Sr Sette Camara,
Estou escrevendo esta mensagem para dize-lo o quao horrorizada fiquei ao assistir aquela reportagem sobre "racismo" no "Jornal Nacional" de ontem (28.11). Antes de assistir a tal reportagem vi todo esse assunto como uma simples confusao passageira... NAO E'!!! Como pode um jornal pretensamente honesto mostrar o texto que o sr escreveu ressaltanto frases que de fato nao existiam? Nao sei se o sr notou (certamente que sim) mas ao mostrarem o texto na TV, ressaltaram o sujeito de uma oracao ("A semana da consciencia negra") com o predicado de OUTRA oracao ("e' estupida"). Ora, ora, assim eles criaram uma TERCEIRA frase que nao tinha absolutamente nada a ver com o contexto apresentado em seu ensaio.
Assim realmente comeco a acreditar na teoria do "Big Brother" que comanda nossas vidas de forma sutil e discreta...
Realmente nao conheco seus principios politicos (se e' que os tem) mas concordo com o que o sr escreveu e acho totalmente absurdo o que estao alegando a respeito do sr. Acredito que outros textos apresentados no numero zero de "O Individuo" sejam preconceituosos (e ate mal escritos), como e' o caso de "O Futuro do Ridiculo" que contradiz todo o ideal de integracao entre raças, povos e principios diferentes. Acredito que devemos encontrar um "modus vivendis" em comum e nao sair por ai atacando as preferencias alheias...
Espero que toda essa situacao resolva-se pacificamente e que os brasileiros (ate mesmo o reitor da PUC) aprendam A LER o que esta escrito.
Obrigada pela atencao,
Indiana Joana
28/11/97
Parabéns pelos artigos.
Eu havia lido no jornal as reportagens que comentavam a absurda perseguição que atingiu o seu grupo na PUC, e fiquei interessado. Que o racismo evidente da tal "consciência negra" não choque a todos é algo que choca pelo menos a mim. :)
Mais ou menos na mesma ocasião da tal semana negra, recebi uma msg na lista "católicos" sobre uma "celebração afro". Mandei a mesmíssima mensagem de volta, substituindo "africano" por "ariano", etc.
Li todos os artigos publicados no site de vcs, e não vi absolutamente nada de errado nas opiniões expressas. Eu faria ressalvas à ênfase no indivíduo, que a meu ver é incompatível com a existência de uma só verdade (existência essa a meus olhos evidente). É evidente que a Verdade não significa uma adesão à maioria do momento.
Envio portanto meus parabéns e meu apoio moral.
Carlos Ramalhete
28/11/97
Meus jovens:
Tive a curiosidade aguçada pela celeuma levantada na imprensa sobre o artigo de vocês, "A negra noite da consciência" (se bem me lembro). Assim julgo ótima a idéia de criarem a home-page, disponibilizando não só o texto da discórdia, como o restante conteúdo da publicação que a publica.
Ainda não li tudo. Só a "Noite..." e o Editorial. Me pareceram ambos interessantes e bem escritos. Em particular, acho que a "Noite..." contem idéias mais para refletir, discutir, discordar até, mas nunca para esses arroubos de novos cristãos, dispostos a crucificar quem se atreve a pensar diferente do que está estabelecido. E pior ainda, se atreve a expressar isso com sinceridade.
Há lá (pelo menos) um ponto em que eu concordo com o articulista: o perigo, a inconveniência de transplantar levianamente, para o nosso meio, problemas sociais de outras origens, outras culturas, outro equacionamento. Há que haver um limite à macaquice, à ingenuidade, à má-fé, até, quem sabe?!
Obrigado pela atenção.
Um abraço do
Pedro Ivo Seixas
28/11/97
Os avós de minha mãe eram bugres, das barrancas do rio Paraná. Meu avô, que infelizmente só conheci por histórias e fotos, tinha a pele bem escura. O pai e a mãe de meu pai, meus avós, eram judeus de uma pequena vila nos confins do Império Austro-Húngaro, entre Alemanha e Polônia. Falavam alemão, polonês, russo, idish e depois que chegaram ao Brasil, pouco antes da I Guerra Mundial, aprenderam rapidamente o português. Não eram judeus religiosos, acreditavam no comunismo e, os velhos e seus cinco filhos, foram perseguidos por suas idéias durante o Estado Novo. Anos mais tarde, senti a barra, como estudante e jornalista depois, com o regime militar reprimindo qualquer manifestação contraria e colocando censores nas redações que desejassem ter idéias próprias ou questionar as verdades oficiais. Mas, voltando à década de 40 e aos meus avós paternos: mesmo defendendo a liberdade de expressão, não gostaram nem um pouco, como judeus, quando meu pai se apaixonou por uma brasileira, descendente de bugres. Mas não demorou muito, também, para minha avó acabar se apaixonando pela minha mãe. Quando, velhinha, precisou optar pela casa de um dos filhos para morar, escolheu a do meu pai e da minha mãe. Os parentes que ela deixou na Europa foram, na maioria, dizimados pelos nazistas, assim como meus antepassados índios e os dos de meus primos, negros, foram dizimados ou escravizados ou "mixados" pelos colonizadores brancos e cristãos desta terra. Minha avó perdeu o contato com os que sobreviveram e sabemos apenas que existem algumas pessoas, com o mesmo sobrenome da família, nos Estados Unidos e em Israel. Tenho quatro filhos, alguns lembrando os índios e outros os judeus. Tenho também primos negros. Um "mix" brasileiro talvez inimaginável por aqueles que defendem a idéia de um "Grande Irmão" determinando não apenas o que você pode fazer, onde pode fazer, quando pode fazer mas, tão ruim quanto tudo isso, o que você pode ou não saber, o que você pode ou não pensar. Isso é trágico para o ser humano branco, preto, amarelo, aqui ou em qualquer parte do planeta.
A agressão de que vocês foram vítimas faz parte do curso de uma história e mostra quão distante está o ser humano, ainda, da perfeição que cada um de nós teimosa e pretensiosamente julgamos tão próxima. O que me consola é que da defesa do livre pensar, da exposição e discussão das idéias, cultivada por jovens como vocês, neste Brasil ainda tão passível da manipulação ideológica, podemos manter a esperança de um mundo mais esclarecido para continuarmos a luta mais bonita de todas na história do ser humano, a de cada um poder pensar e se expressar livremente. Pelos meus futuros netos, que espero frutos de um mix mais abrangente ainda, baseado na liberdade, no amor e no respeito ao próximo, obrigado.
Eloi Lacerda Gertel
Jornalista
28/11/99
Simplesmente perfeito.
Estou de pleno acordo com o texto que fala sobre o dito "Movimento Afro-Brasileiro", aliás, esse sempre foi minha opinião, opinião esta que começou a se desenvolver desde o lançamento da revista "raça" e do aparecimento de diversos movimentos afro-brasileiros.
Eu sempre me perguntei qual seria a reação das pessoas (principalmente da comunidade "afro") diante de um lançamento de uma revista "Raça Branca" ou "Revista Euro-Brasileira, o guia do branco moderno". tenho cá pra mim que seria como uma bomba, e os editores, reporteres e toda a equipe (excluindo possiveis negros) seriam todos levados para uma delegacia para serem registrados no crime de racismo. Qual seria a reação dos ditos "afros" se eu saisse por ai vestido de inglês (devido a meus parentes), falando bem da Inglaterra e cantando por ai "Mama england" ?
Isso tudo é uma grande hipocrisia. Como uma pessoa clama por igualdade quando ela mesmo se põe aparte do resto da sociedade, seja particpando de "comunidades afro" ou exigindo direitos especiais por serem negros?
Outro caso que foi notório no país inteiro foi o caso do cantor Tiririca. Foi patético. Como eles afirmam que um homem mulato, pobre (não mais) fez uma música com intuito racista, sobre a própria mulher dele?
Porém, novamente, devido a um bando de politicos hipocritas e temerários de perder votos, o caso foi abafado e o cantor acabou ficando com o estigma de racista (fato absurdo).
Me ponho desde já solidário com Pedro Sette Câmara e o
resto da equipe que, devido a um texto lúcido e realista, devido a ter
tido a coragem de fazer um discurso para várias pessoas sobre um assunto
que é "proíbido", foi hostilizada e ameaçada de expulsão
por um grupo "afro", por brancos hipócritas e uma direção
e covarde.
Meus respeitos
Miguel Henrique Barrozo do Amaral Baynes Young
Aplausos para "A Negra Noite da Consciência"
1/12/97
Pedro.
Sou psicanalista e graduada pela PUC-RJ (Psicologia). Quero parabenizá-lo
pelo artigo "A Negra Noite da Consciência", com o qual muito me identifiquei.
Ele expressa idéias com as quais compartilho e tive ocasião de
expressar diversas vezes, inclusive publicamente.
Vejo as idéias nele expostas como fazendo parte de um discurso mais amplo,
que insidiosamente vem permeando, há alguns anos, a nossa sociedade.
Trata-se de um discurso que chama o freguês de cliente, que identifica
o mulato como moreno e que usa o termo secretária para designar a empregada
doméstica. Estes são os exemplos mais gritantes e quotidianos.
E isso significa que o freguês, o mulato e a empregada são vistos
com preconceito. Significa que são vistos como inferiores (não
a mulata, parece, já que celebrizada por Di Cavalcanti e Sargentelli)
e necessitados de uma ascensão social. Do contrário, que razão
haveria para essa "desterritorialização" (tomando emprestado o
conceito de Félix Guattari, em O Inconsciente Maquínico,
ensaios de esquizo-análise) semântica? Ou, tomando palavras
suas, "se há tanto esforço para celebrá-la e estimulá-la
(a raça negra), só se pode concluir que ela seja ou superior
ou inferior às outras".
Em suma, não há, realmente, preconceito maior do que aquele que
perversamente tenta camuflar uma condição social, uma subalternidade,
uma raça. Se fosse o caso de escolher, seria preferível o preconceito
explícito do que o velado. Pois este arromba universos alheios, numa
tentativa de criar uma (falsa) igualdade, em vez de celebrar a diferença
- diferença que conserva as peculiaridades, as singularidades, a história.
Estendi-me demasiado. Parabéns novamente, não desista de suas
idéias e não se vergue diante de ideologias espúrias.
Ana Maria Andreoni Rolim
01/12/97
Às vezes acho que não sou ninguém. Com tanto dia de consciência negra, orgulho gay e seilaoquê do movimento feminino, acabo ironizando e pensando que homem branco e heterossexual não é gente...
Seria interessante declarar o dia 12 de outubro como o Dia do Homem Branco, ou algo que o valha e não fique parecendo coisa de índio. Pode-se comemorar o dia da chegada de Colombo às Américas e aproveitar que é feriado para tomar umas cervejas...
Marcelo Soares
8/12/97
Passei a acompanhar a polemica em torno do " O individuo" apos assistir o programa no N de Noticia da Globo News, com Pedro Camara e o filosofo Olavo de Carvalho (do qual sou assiduo leitor) e tenho a lamentar profundamente o clima de histeria e persiguiçao que se instalou contra aqueles que procuram escrever algo mais profundo do que resenha de novela (aquilo que a midia considera relevante nos dias de hoje).
O Site estah otimo, o Jornal tambem, continuem com o bom trabalho, com a certeza de que realmente representarm um anseio e pensamento da grande massa de individuos que nao aceita ser rotulada ou "representada" por organizacoes pseudo-representativas desta ou aquela minoria...
Atenciosamente
R. Lee
09/12/97
Tomei conhecimento da "polêmica" por vocês protagonizada por meio do articulista Elio Gaspari, na Folha de São Paulo. Lendo, logo imaginei que alguém tivesse lido O Imbecil Coletivo e feito alguma coisa.
Bem, fizeram. Sabe, eu não sabia que no Brasil ainda existia o crime de opinião. Sabia, sim, que a esquerda festiva, como dizia o Nélson Rodrigues, era onipresente, e, aproveitando esta qualidade do Altíssimo, imaginava ter outras das qualidades d´Ele: a onisapiência.
Digo com orgulho que meu pensamento se caracterizou pela reflexão sensata. Assim foi quando comecei a admirirar pessoas que falavam as coisas que ninguém mais falava, ainda que fossem verdades. Dentre essas pessoas, Paulo Francis e Olavo de Carvalho, pessoas simpáticas e educadas com os seres pensantes (perdoem a falta de modéstia), declarados inimigos pela festiva e suas vertentes.
Concordo quase que em absoluto com as opiniões expressas, à excessão (sadia, porque refletida) de O Futuro do Ridículo. Pessoalmente, não creio que homossexualismo seja uma doença, mas se alguém pensar assim eu vou fazer o quê? Mudar o pensamento na marra? E é bem provável que o autor que o escreveu não se incomode com o homossexualismo em si, mas com as manifestações tipo: "ó, nós somos coitadinhos excluidos da sociedade". No fundo, a pseudo-intelectualidade, ignara, defende que os gays façam uma manifestação contra o Papa, por exemplo, porque a Igreja não apóia o estilo de vida deles. Mas uma manifestação de religiosos contra o homossexualismo não pode, é anti-democrático (ó, que coisa!). Eu acho que os dois têm direito de fazer isso (mas não deixem ninguém ler isto porque vão me acusar de papa-missas, o que nunca serei).
Enfim, poderia ficar uma hora mais escrevendo sobre esse ataque retardado que fizeram a vocês. Não é minha tarefa. A minha, é apoiar todos aqueles que contribuam para um debate de idéias decente. Contem comigo!! Muita sorte ao Indivíduo!
(Ah, me digam uma coisa só: ação afirmativa é para minorias? Então as minorias beneficiadas no Brasil serão os orientais, os alemães, os judeus, enfim, todos os grupos que não sejam miscigenados como sei-lá-quanto-mas-é-muito % da população brasileira [oba, eu falei dos judeus!! Vão me xingar de tudo, menos de nazista!!!].)
FLAVIO AUGUSTO PICCHI
Jundiaí, SP
14/12/97
Prezado editores de O Individuo
A midia divulgou que além de "racista" contra os negros, o Individuo tambem discriminava os homossexuais (sic). Lendo-o na internet, nao encontrei qualquer referencia ao tema homossexualidade. Voces poderiam me fazer o favor de indicar onde tratam deste tema? De antemao quero dizer que considerei abusiva a censura, agressao e intolerancia como trataram vosso jornal e opinião. Como eu,minha casa e carro ja fomos atacados pela sanha racista, quando divulguei hipoteses a respeito da possivel homossexualidade de Zumbi, conheco muito bem a forca da ignorancia. Aguardo resposta urgente.
Abracos, Luiz Mott
14/12/97
Prezados editores e O individuo
Embora concorde em grande parte com seu posicionamento em relação à questao racial =- e dos perigos da exaltação de qualquer raça - considero que a opinião relativamente a questao homossexual é equivocada, pois todas as ciencias confirmam a naturalidade do amor entre pessoas do mesmo sexo. Mandem-me seu endereco postal para enviar material do Grupo Gay da Bahia. Os comentarios do jornal sobre questao racial e homossexulaidede nao justificariam jamais a apreensao do jornal.
Cordialmente, Luiz Mott
04/01/98
Casualmente vi uma nota no jornal Zero Hora, anunciando que um dos editores do jornal "O Indivíduo" irá participar de uma reunião do IEE-RS para falar sobre atos de arbitrariedade ocorridos na PUC-RJ. Chamou-me a atenção, pois sei que o IEE é uma entidade que busca, prioritariamente, defender a
Liberdade Individual. Por curiosidade, resolvi clicar "o+indivíduo" no Altavista e cheguei a seu jornal na Internet. A partir das páginas publicadas, entendi o porquê da imbecil acusação de racismo (só um débil mental não entende que a matéria é justamente anti-racista), percebendo, entretanto, que o jornal foi na verdade vítima `@ ¨ûß jP÷ õ_@ üÌ^; Sï Èþ8 Ní – l¥L*Ô†j à}qÑ C D E ¯õ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼ CÀ DÀ EÀ ¼ Cà Dà Eà ¼ C D E ¼ C D E ¼ C@ D@ E@ ¼ C` D` E` ¼ C€ D€ E€ ¼ C D E ¼