CARTAS DOS LEITORES

Um caso de irresponsabilidade

Dois comentários ao artigo Um caso de irresponsabilidade, de Alvaro Velloso de Carvalho


Idiotice da semana - Um caso de irresponsabilidade - José Roberto Barreto

Um caso (a mais) de irresponsabilidade - José Nivaldo

 

Idiotice da semana - Um caso de irresponsabilidade

09/08/98

Gostaria de fazer alguns comentários sobre o acontecimento em Ipanema :

Achei que a cobertura do Jornal Nacional no 1º dia em que foi mostrada a cena foi bem feita. A cena foi repetida em camera lenta para provar que o criminoso numa fração de segundos tentou afastar a mão do policial com uma mão para tentar atirar com a outra. A reportagem deixou bem claro, tudo aconteceu em 2,5 segundos!.

Se o criminoso que estava no banco do passageiro estivesse armado ele teria matado o policial!.

A declaração do presidente do Movimento Viva Rio (dizem que é Viva Rico, não é?) foi patética :

PRECISAVA TER MATADO? perguntou 2 vezes!. O que esse cidadão queria é que o policial fosse morto para dizer que o bandido o matou "por causa da política econômica neo-liberal do governo federal e enquanto vivermos sob esse modelo isso vai acontecer sempre". É ridículo.

O triste é saber que se isso acontecesse em São Paulo, onde moro, o policial seria afastado das ruas, ficaria 6 meses, carimbando documentos a título de "reciclagem". Aqui em São Paulo a polícia já virou bandido e os bandidos já viraram heróis. Os criminosos tem suas histórias contadas em prosa e verso pelos "Racionais MC's", que segundo a mídia "mostram a realidade da periferia". Está difícil morar em São Paulo desde que a política de "Direitos Humanos" do governo estadual foi posta em prática a violência explodiu em São Paulo.

Mas é incrível como a questão da Segurança pública é tratada de maneira torpe. Temos um secretário da "Insegurança pública". Toda vez que um delinquente começa a perturbar uma pessoa em São Paulo, a polícia diz que nada pode fazer porque "A RUA É PÚBLICA!", é mole?.

A própria PM (pelo menos o seu comandante em SP) já começa a usar o discurso da "exclusão social" e do "desemprego" para justificar o aumento da criminalidade.

Só que ele esquece de alguns detalhes:

* A polícia não prende nenhum menor (também não pode, o Estatuto do Menor e do Adolescente não permite), espera ele ficar mais velho e se tornar um marginal barra pesada para tomar medidas;

* A Polícia Civil na Capital só é procurada em 1/3 dos casos (também não é para menos, um BO demora pelo menos 5 horas para ser emitido!). Destes 1/3 a Polícia Civil só elucida 2%!, é mole?

Ou seja, se a polícia fosse eficiente diminuiria de maneira brutal a criminalidade em São Paulo. Mas a política de "Direitos Humanos" é bem vinda para os policiais preguiçosos que não gostam de trabalhar. E ainda dizem que vão implantar a "Tolerância Zero" aqui em São Paulo. Só rindo.

Um abraço.

José Roberto

 

Um caso (a mais) de irresponsabilidade

04/09/98

Senhores Indivíduos,

Refiro-me aos comentários sobre a ação do policial carioca que enfrentou com coragem e competência dois suspeitos de assalto a banco. Friso a especialização dos dois: assaltantes de bancos. Faço isso porque essa espécie de bandido é sempre a mais preparada, a mais bem armada e a mais sanguinária também. Friso também que eram dois contra um: qualquer vacilo poderia ter custado a vida do bravo policial. Assim, só posso aplaudir o ponto de vista de vocês e louvar, ainda uma vez, a ação heróica do soldado.

Mas cabe aqui também perguntar: por que as leis do País desarmam o cidadão, tornando tão burocrática e cara a obtenção de porte de arma? (Pobre, por definição, está proibido de ter legalmente uma arma, ele que está mais sujeito à violência!) Por que quanto maior a violência, maior o alarido para desarmar a população? Por que impera a crença de que haverá sempre o braço armado do Estado em defesa do cidadão, quando os fatos provam, à sobeja, o contrário? A primeira defesa do cidadão e de sua família é ele mesmo, que não pode ficar na dependência da ação estatal, sempre tardia e ineficiente. O caso do bravo soldado é a exceção que confirma a regra. Parece uma conspiração contra a virilidade e a capacidade de auto-defesa. De novo, os porta vozes do coletivo ganham a parada com a opinião pública e os bons cidadãos ficam à mercê da bandidagem. Quem tem medo de que os bons cidadãos sejam capazes de sua auto-defesa? Bandido não pede e nem paga licença para apontar seus arsenais. E é falso dizer que a simples posse de uma arma amplie a violência. Não é a arma que mata, mas aquele que puxa o gatinho, ou empunha uma faca, ou um porrete ou qualquer forma de armamento.

Enfim, parece que a psicologia dos maricas tomou conta dos meios de comunicação.

Cumprimentos pela bela página.

José Nivaldo