Ó noite triste, tudo em ti se encerra.
A dor, a peste, ausências quase plenas,
a miséria estendida sobre a terra;
um mundo se despede e não acena.
Espectros, sonhos, mil expectativas
não são agora mais que pirilampos
a sumir no breu, loucos à deriva -
e o breu já escondeu os velhos campos.
Não temos mais sinais: só a coragem,
a prece, a sensação de discrepância,
a fé que anima os justos quando agem,
e a luz que pressentimos na distância.
Ressentimentos nunca nos atingem,
porém: aqui, não passam de fuligem.